Convite ao leitor – In a Silent Way

Brevíssima Biografia – Miles Davis foi um trompetista americano, considerado um dos mais influentes e revolucionários músicos do século XX, Davis esteve na vanguarda de quase todas as transformações passadas pelo jazz desde meados da década de 40 até o ano de sua morte, 1991. Ele participou de várias gravações do bebop, foi pioneiro do cool, teve parte fundamental no desenvolvimento do jazz modal, e também do fusion, que originou-se do trabalho dele com outros músicos – já citados nesse blog – no final da década do 60.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

In a Silent Way – Selecionar um entre os tantos discos revolucionários de Davis é difícil, mas o In a Silent Way, gravado e lançando em 1969, tem um lugar especial em sua discografia por uma série de fatores. Primeiro, é o marco fundamental da criação de um novo estilo musical, um seguimento eletrificado do jazz, o fusion. Segundo, John McLacughlin faria nesse album sua primeira de muitas aparições. A Banda é inacreditável, além do já citado McLaughlin na guitarra eletrica, Wayne Shorter no sax soprano, Chick Corea e Herbie Hancock dividindo o piano elétrico, Joe Zawinul e Tony Williams na bateria. Imagino o estranhamento causado nos puristas do jazz ao ouvirem essa pérola, percebe-se notáveis influência da música elétrica que despontava no final da década de 60 e muita psicodelia.

Celebre!

Jacob do Bandolim

 Maior referência brasileira do Bandolim –  virou até mesmo parte de seu nome -, Jacob alçou o instrumento a um lugar de honra na música brasileira, elevando-o à condição de solista por excelência.  Figura rígida e disciplinada, tanto na personalidade quanto na música, pesquisou e resgatou parte do repertório tradicional do choro, repertório este que passou a incluir várias de suas composições, como “Noites Cariocas”, “Receita de Samba”, “A Ginga do Mané”, “Doce de Coco”, “Assanhado”, “Treme-treme”, “Vibrações” e “O Vôo da Mosca”.  Em 1966 montou o conjunto Época de Ouro com grandes nomes do choro, como Dino 7 Cordas, César Faria, Jonas, Carlinhos, Gilberto e Jorginho. Alcançando expressiva popularidade, Jacob e o Época de Ouro ajudaram a divulgar o choro tradicional, por meio de shows e LPs, como o mais que consagrado “Vibrações”.

Sex, consolation for misery

Para descontrair: Se Steve Vai, Mars Volta?

Elomar e o auto da catingueira

Elomar Figueira Mello é baiano de Vitória da Conquista, estudou arquitetura na cidade grande, mas voltou-se à cultura de seu povo e tornou-se cantador, tocador de viola e trovador. Hoje em dia vive ainda na roça criando bode e fazendo cercas. Elomar tornou-se historiador de seu povo e sua crença. Passou a cantar a caatinga e o sertanejo. Compôs 11 óperas, 11 antífonas, quatro galopes estradeiros, um concerto de violão e orquestra, um concerto para piano e orquestra, um pequeno concerto para sax alto e piano, uma sinfonia, 12 peças para violão-solo e um cancioneiro de oitenta canções, a maioria já gravada. Dentre suas óperas esta o Auto da Catingueira.

O Auto da Catingueira é desenvolvido através de cinco cantos e uma abertura, onde se desenlaça um ‘resumo biográfico’ da personagem ‘Dassanta’, na ‘Bespa’. Daí Elomar explora um ‘resumo geográfico’ do ambiente no ‘1º Canto (Da Catingueira)’. No ‘2º Canto (Dos Labutos)’, Elomar explora o sertanejo que vive na caatinga. O 3º Canto (Das Visage e Das Latumia) foi dividido em duas partes, ‘Tirana da Pastora’ e ‘Recitativo’ de Dassanta. Com o ‘4º Canto (Dos Pedido)’, Elomar nos presenteia com o mais belo e lírico canto de todo auto. Para encerrar, Elomar apresenta o ‘5º Canto (Das Violas Da Morte)’

Texto extraído do blog: euovo.blogspot.com

Retrofoguetes comanda festa com músicas natalinas

A banda Retrofoguetes realiza pela sétima vez a festa “O Maravilhoso Natal dos Retrofoguetes” na próxima quarta-feira (14), às 20 horas, no Largo Pedro Archanjo, com entrada franca. A banda vai receber convidados como Candice Fiais, Mauro Pithon (Bestiário), Julio Moreno, Diego Orrico e Emanuel Magno.

Foto: Divulgação

Rex (bateria), CH Straatmann (baixo) e Morotó Slim (guitarras) fazem versões estilizadas de clássicos natalinos como ‘Boas Festas’ e ‘Bate o Sino’, mostrando ao público as músicas registradas pelo trio instrumental em vinil (2004) e CD (2005).

Fonte: http://www.atarde.com.br

XI edição do Festival de Música Instrumental da Bahia

O cenário não poderia ser mais perfeito: um jardim suspenso sobre as centenárias paredes do Forte de São Diogo, com a visão panorâmica da Baía de Todos os Santos. Sete e meia da tarde, o sol se deita por trás da Ilha de Itaparica, quando os primeiros acordes são ouvidos. Começa a XI edição do Festival de Música Instrumental da Bahia, que voltou para ficar.


Na terra que todos supõem ser a do axé e do pagode, somos positivamente surpreendidos pela qualidade da música alternativa – realizada às vezes pelas mesmas pessoas que compõem o universo comercial dos ritmos carnavalescos da Bahia. Da mais pura música de raiz ao fusion mais radical, muita música de qualidade representou o estado nas sete noites do Festival, que trouxe ainda nomes mais conhecidos dos amantes da música instrumental, como Ricardo Silveira, Carlos Malta e Yamandu.

Na última noite, foram homenageados os maestros Fred Dantas e Sérgio Souto, que ao longo de anos vêm dando importantes colaborações à música e à educação musical na Bahia. Para encerrar o festival, um convidado de renome – o maestro pernambucano Duda do Recife – regeu a big band Fina Flor, que reúne os melhores instrumentistas do meio musical baiano, numa mescla de frevo e swing, maracatu e foxtrot, baião e bossa nova, xote e erudito.

(Texto e fotos: AC Gattaz, correspondente ejazz em Salvador)

Pra variar um pouquinho…

O músico Jimi Hendrix foi consagrado nesta quarta-feira (23) como o melhor guitarrista da história, numa eleição realizada pela revista americana Rolling Stone junto a críticos e músicos.

“Jimi Hendrix extrapolou a nossa ideia sobre o que poderia ser o rock: ele manipulava a guitarra, a ‘whammy bar’, o estúdio e o palco”, disse o guitarrista Tom Morello à publicação, citando “Purple Haze” e “The Star-Spangled Banner” como as principais gravações de Hendrix, que morreu em 1970.

O ranking inclui ainda vários ícones do rock nas últimas décadas. Entre os participantes da eleição, estavam os músicos Lenny Kravitz, Eddie Van Halen (que ficou em oitavo lugar), Brian May e Dan Auerbach, além de redatores e editores da Rolling Stone.

Fonte: g1.globo.com

The Duke

 A música de Duke Ellington – a qual ele nunca gostou de chamar Jazz, mas “American music” – compõe indiscutivelmente um dos alicerces da música instrumental moderna. Ainda hoje suas obras têm influência notável e é, por isso, considerado o maior compositor americano de todos os tempos. Em meados de 1917 formou um grupo chamado “The Duke’s Serenaders” (posteriormente, “The Washingtonians”), que levou para Nova York em 1923. A partir daí, Ellington  tocou em vários clubes de New York, New England, fazendo seu nome até se tornar conhecido a nivel nocial graças às emissões de rádio que se faziam regularmente a partir do clube.

Durante toda a sua vida gostou de fazer música experimental, sempre buscando novas maneiras de experimentar a musica. Gravou com Coltrane, Mingus, e ainda com a sua dotada orquestra. Nos anos 40 a banda atingiu um pico criativo, quando escreveu para orquestra a várias vozes e com uma criatividade tremenda. Alguns dos seus músicos, como Jimmy Brantom transformaram o jazz e a musica moderna durante o curto período que tocaram com Ellington.

Ouça um pouco da estonteante imaginação do mestre Duke nessa peça interpretada por ele ao lado de Coltrane. Indescritível.

Djangology

 Jean “Django” Reinhardt foi um guitarrista de Jazz-belga de origem cigana. Considerado um dos melhores e mais influentes guitarristas de todos os tempos, ele também influenciou vários músicos e inovou ao ajudou a criar o estilo gypsy jazz. Um dos primeiros músicos não negros nesse estilo musical, Django é aclamado como um dos percursores do jazz europeu.

Convite ao leitor – The Black Saint And The Sinner Lady

Brevíssima biografia – Charles Mingus foi um compositor de Jazz e contrabaixista, provavelmente o mais influente do jazz moderno. Mingus possuía uma personalidade complexa, contraditória e até mesmo agressiva – não são poucas as histórias que se contam de Mingus tendo agredido outros músicos. Tendo experimentado diversas interrupções na produção musical por conta de sua instabilidade emocional, recuperava-se a seguir para continuar tocando magistralmente.

The Black Saint And The Sinner Lady – Descrito por Mingus como “ethnic folk-dance music”, esse álbum foi ;lançado em 1963. É muito diferente, mesmo para uma mente brilhante como a de Mingus, é um destaque. Consiste em uma única e contínua composição dividida em seis movimentos.  A suite gira em torno de um tema central que varia de forma abrupta em estilo e sentimento. Nada se pode esperar, nada é comum e corriqueiro, óbvio.